Dicas de Saúde

Visão, audição e inclusão: diferentes formas de perceber o mundo

01/09/2026

Existe uma experiência comum a muitas pessoas: perceber que algo mudou na visão ou na audição apenas quando a limitação já está instalada. A visão que foi embaçando aos poucos, o volume da televisão que foi aumentando gradualmente, a dificuldade de enxergar letras pequenas que virou rotina. São sinais que o corpo dá com antecedência, mas que muitas vezes passam despercebidos ou são normalizados como consequência inevitável do tempo ou do cansaço.

Cuidar da saúde ocular e auditiva é um ato de prevenção que começa muito antes dos sintomas. E entender o universo de quem vive com deficiência visual ou auditiva é um exercício de empatia que transforma a forma como nos relacionamos com o mundo e com as pessoas ao nosso redor.

Saúde visual: o que os olhos tentam dizer

Os olhos são órgãos extraordinariamente sensíveis e estão em contato constante com o ambiente, seja com a luz, as telas, o ar seco, a poluição. Não é à toa que problemas de visão estão entre as queixas mais comuns na população em geral.

A miopia, a hipermetropia e o astigmatismo estão entre os erros refrativos mais frequentes e, em geral, podem ser corrigidos com o uso de óculos ou lentes de contato. O problema é que muitas pessoas convivem com essas alterações sem diagnóstico, acompanhamento e soluções adequadas.

Além dos erros refrativos, existem condições mais sérias que se desenvolvem de forma silenciosa e que podem levar à perda da visão. Por isso, exigem atenção redobrada, diagnóstico precoce e tratamento adequado, como o glaucoma, a catarata e a degeneração macular.

Alguns sinais de alerta que merecem uma consulta imediata ao oftalmologista incluem:

  • Visão embaçada ou dupla;
  • dificuldade de enxergar à noite;
  • sensibilidade excessiva à luz;
  • manchas ou pontos no campo visual;
  • vermelhidão persistente;
  • dor nos olhos. 
Importante!
As consultas regulares com o oftalmologista, mesmo sem sintomas, são uma das principais formas de detectar problemas precocemente e evitar possíveis complicações.


E como cuidar dos olhos? No dia a dia, alguns cuidados simples ajudam a proteger a saúde ocular:  

  • usar óculos de sol com proteção UV;
  • ter cuidado com o uso de colírios (utilizá-los somente quando necessário e com orientação profissional);
  • fazer pausas regulares durante o uso de telas;
  • manter uma alimentação equilibrada e rica em vitaminas A, C e E;
  • evitar coçar os olhos e, caso seja necessário tocá-los, higienizar as mãos antes;
  • ter cuidado com produtos químicos, tinturas e maquiagens (sempre remova a maquiagem dos olhos antes de dormir).

Saúde auditiva: o silêncio que nem sempre é descanso

A audição é um dos sentidos mais importantes para a comunicação e para a qualidade de vida, mas é também um dos mais negligenciados quando o assunto é prevenção. Muitas pessoas só buscam ajuda quando a perda auditiva já está em um estágio avançado, depois de anos pedindo para repetir o que foi dito e aumentando o volume de tudo. 

A perda auditiva pode ter diferentes causas. Conheça algumas delas:

Presbiacusia (envelhecimento)

É a perda auditiva natural associada ao envelhecimento e afeta muitas pessoas, especialmente a partir dos 60 anos.

Perda auditiva induzida por ruído

É outra causa muito comum e completamente prevenível. A exposição prolongada a sons intensos pode provocar danos permanentes às células do ouvido.

Fatores genéticos 

São perdas auditivas associadas ao histórico familiar e a alterações hereditárias que afetam a estrutura ou o funcionamento do sistema auditivo.

Infecções (otites)

As otites podem causar perda auditiva temporária ou permanente. Isso ocorre devido ao acúmulo de líquido, inflamações ou perfuração do tímpano.

Medicamentos ototóxicos

O uso de medicamentos nocivos ao ouvido, conhecidos como ototóxicos, pode danificar suas estruturas e causar perda auditiva. 

Doenças sistêmicas

Algumas doenças também podem afetar, de forma aguda ou crônica, a capacidade auditiva. É o caso do diabetes e da pressão alta não controlada, que podem prejudicar a circulação sanguínea e afetar a audição.

Traumas

A perda auditiva decorrente de traumas pode ocorrer após lesões na cabeça ou exposição a um ruído de alta intensidade (como uma explosão), causando danos permanentes à audição.

Atenção!

O zumbido, aquele som persistente nos ouvidos sem uma fonte externa, é um sinal importante de que algo não está bem com a saúde auditiva e merece avaliação médica. Outros sinais de alerta incluem:
  • dificuldade para entender as palavras durante as conversas
  • necessidade constante de pedir para que repitam o que foi dito
  • sensação de ouvido tapado
  • tontura.

A avaliação audiológica é importante, especialmente para quem trabalha em ambientes ruidosos, usa fones de ouvido com frequência ou tem histórico familiar de perda auditiva. O diagnóstico precoce possibilita intervenções capazes de preservar a audição e a qualidade de vida.

Mais do que sentidos: cuidar, incluir e respeitar quem enxerga e ouve o mundo de forma diferente

Falar de visão e audição vai muito além dos consultórios e dos exames de rotina. Existe um universo de pessoas que vivenciam o mundo com diferentes formas de enxergar e ouvir e que constroem vidas plenas e significativas quando encontram ambientes verdadeiramente acessíveis e uma sociedade comprometida com a inclusão.

Outras formas de perceber o mundo: o universo da deficiência visual

Estima-se que milhões de pessoas no Brasil vivam com algum grau de deficiência visual, da baixa visão à cegueira total. Para essas pessoas, o mundo é experimentado de forma diferente, mas não de forma incompleta. 

Mais do que a limitação física, muitas das maiores barreiras são criadas por uma sociedade pouco acessível, que ainda impõe obstáculos à autonomia e à participação plena. Com os recursos adequados e um ambiente acessível, pessoas com deficiência visual podem construir vidas plenas, independentes e com autonomia.

Outras formas de ouvir e se comunicar: o universo da comunidade surda

A surdez é muito mais do que a ausência do som. Para a comunidade surda, ela também representa uma identidade cultural rica, com língua, história e valores próprios. 

A comunidade surda é plural e se organiza com base em uma cultura visual, em identidades diversas e no uso natural de línguas de sinais, como a Libras. Compreender essa perspectiva é fundamental para transformar a forma como a sociedade compreende e enxerga a surdez. 

Mais do que ser compreendida apenas sob uma perspectiva clínica, a surdez também deve ser reconhecida como uma forma particular de vivenciar e se relacionar com o mundo. Por isso, garantir acesso a recursos e proporcionar ambientes verdadeiramente inclusivos é uma responsabilidade coletiva.

Vivendo sem ver: o universo da deficiência visual

Prevenção, empatia e inclusão: três pilares de uma sociedade mais saudável

Cuidar da saúde visual e auditiva é um ato individual de prevenção. Mas construir uma sociedade mais acessível e inclusiva para quem vive com deficiência visual ou auditiva é um ato coletivo, e igualmente urgente.

Quanto mais cedo as pessoas cuidam da própria saúde sensorial, maiores são as possibilidades de preservar sua qualidade de vida e reduzir os impactos de eventuais perdas ao longo do tempo. Da mesma forma, quanto mais a sociedade avança em acessibilidade e inclusão, melhor é a qualidade de vida de todos, porque um ambiente mais acessível é, invariavelmente, um ambiente mais humano.

A Unimed acredita que saúde vai além do corpo. Ela está na forma como nos cuidamos, como cuidamos uns dos outros e como construímos espaços onde todas as pessoas possam viver com dignidade, autonomia e plenitude.

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Sou a Nina, Assistente Virtual da Unimed Anhanguera e estou aqui para te ajudar.

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